
... rascunho, bloco de notas, palavras para as paredes
Aí estava o mar, a mais ininteligível das existências não-humanas. E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fizera um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornara-se o mais ininteligível dos seres onde circulava sangue. Ela e o mar.
Comprei a Ácaro, um pouco atrasada, mas acabei comprando. Abri e de cara gostei das MINITRIPAS DE MULHER, da Ivana Arruda Leite. São, como as miniestórias do Trevisan, curtíssimas. Uma idéia central forte, cheia de pontas elásticas pra você puxar pro lado que quiser. Lá vai:
Mais listas:
Entre os 7 melhores livros do ano para o NYT estão REPARAÇÃO, do Ian McEwan, que foi o melhor romance que eu li este ano e sobre o qual rascunhei uma resenha para a SL. E um outro livro que eu estou alucinada para ler: MIDDLESEX, do Jeffrey Eugenides, autor também do excelente Virgens Suicidas (que consegue ser mais legal que o filme homônimo).
Sensacional:
Li este post do Rafa que me fez lembrar de um poema do Drummond muito muito querido pra mim:
LITANIA
Mora na melancolia - os 10 sambas mais belos e melancólicos
Confesso que fiquei um pouquinho decepcionada com o Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras. Em princípio é todo vistoso, grandão, de capa vermelha, mas lá dentro.... os verbetes são tão pequenininhos! Fora que parece livro para míopes, de letras imensas e com alguns brancos conceituais. Pq incluir um verbete que se resume ao nome da fulana e o texto "Poeta paraibana. Publicou o livro de poesia Elos (1979)."? Além de tudo, o projeto gráfico é feio. As fontes, o corpo, o vermelho do título dos verbetes e as ilustrações "releituras de pintores diversos" não ajudam em nada... Pena.